domingo, 6 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
PV de Esteio quer PROCON na cidade
Verdes de Esteio colhendo assinaturas pelo PROCON JÁ em nossa cidade.
Um escritório do Procon representará um grande avanço para os consumidores locais, especialmente às famílias de baixa renda, que terão um local adequado para procurarem por seus direitos, e até mesmo serem reparados pelos possíveis danos sofridos
Na chuvosa manhã de sábado dia 29 de outubro de 2011 na Av. Presidente Vargas com Rua Padre Felipe em frente ao Banco do Brasil, reunidos alguns membros da Diretoria do Executivado do Partido Verde De Esteio, CENTENAS DE ESTEIENSES participam de abaixo assinado na reivindicação pela instalação de Escritório da Entidade de Defesa do Consumidor em nossa cidade, algumas pessoas relataram suas dificuldades em buscar seus direitos de consumidor, e também muitos deixaram de buscar devido a burocracia e deterem de se deslocar para outras cidades distantes,
Foram vários os interessados que afirmaram " já éra hora de nos organizarmos se opor a situação em que nos encontramos em nossa cidade, pois o povo já não tem mais a quem recorrer, acabamos perdendo toda credibilidade pelo sistema que se diz nosso representante, quando procuramos nosso direitos somos enrolados, precisamos de uma forte fiscalização sobre os produtos oferecidos aos clientes!!!"
Saiba mais sobre o PROCON
No Brasil existe um órgão público conhecido como Procuradoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). Ele sai em defesa dos consumidores, que por algum motivo se sentem lesados ao efetuarem compras nos estabelecimentos comerciais.
A Coordenadoria Extraordinária do PROCON é o órgão de Defesa dos Direitos do Consumidor e tem como objetivo a garantia e o cumprimento das leis que amparam o consumidor de nosso município, seja fiscalizando ou intermediando a relação entre o consumidor e o fornecedor de produtos e/ou serviços.
O Código de Defesa do Consumidor – CDC (Lei Federal 8.078/90) - é uma norma de ordem pública e interesse social que se originou em decorrência de um comando contido no Ato das Disposições Constitucionais transitórias, parte da Constituição Federal de 1988 que, em seu artigo 48, assim determinou: “O Congresso Nacional, dentro de cento e vinte dias da promulgação da Constituição, elaborará Código de Defesa do Consumidor”.
Na Constituição também ficou determinado que é dever do Estado (União, Estados, Municípios e o Distrito Federal) e direito fundamental dos cidadãos a promoção da defesa dos direitos do consumidor. Os direitos apresentados no artigo 5º, inciso XXXII são garantias fundamentais do cidadão, as quais não podem ser alteradas, sofrer restrições ou suprimidas nem mesmo por emenda constitucional. Além disso, a Constituição ainda garante que, as atividades econômicas desenvolvidas no Brasil devem se organizar de modo a respeitarem a fragilidade do consumidor, seja ela de comércio, distribuição, fabricação, prestação de serviço, dentre outras, em respeito ao princípio da ordem econômica constitucional.
A necessidade de se estabelecer normas e regras gerais a serem adotadas e observadas por todos, reconhecendo que o consumidor é um sujeito vulnerável (frágil) no mercado em termos econômicos, de informação e quanto seu poder de negociação, merecendo, então, um tratamento especial.
O PROCON foi criado para viabilizar a proteção do consumidor sob as mais variadas perspectivas e situações, as quais foram fortalecidas a partir da vigência do Código de Defesa do Consumidor – Lei 8078/90, regulamentada pelo Decreto Federal 2181/1997, possibilitando desta forma maior eficácia nas suas intervenções, posto que, as empresas perceberam a necessidade de olhar o consumidor de forma mais respeitosa, sob pena de sofrerem sanções pecuniárias.
Por outro lado, o consumidor pode contar com a competência do PROCON quando for adquirir produtos ou serviços no mercado. Constam na Lei 8.078/90, regras e princípios relativos a práticas comerciais, contrato de consumo, publicidades, tratamentos de informação, formas de cobranças de dívidas, desconsideração da pessoa jurídica, sanções administrativas e penais, além da exigência de qualidade para produtos e serviços, transparência e informações, respeito à vida, saúde e segurança do consumidor, atendimento à confiança e boa-fé, dentre outros pontos, todos eles dirigidos e impostos ao fornecedor.
Como órgão de defesa dos direitos do consumidor, disponibilizamos o acolhimento profissional ao público em geral, especializando o enfoque no atendimento específico a cada caso e problema relatado pelo Consumidor; promovendo o aconselhamento e acompanhamento jurídico à população Macaense, respaldado no Código de Defesa do Direito do Consumidor (CDC); interagindo e conciliando Consumidor e Fornecedor; acordando entre as partes, os devidos ajustes de conduta celebrados em audiências conciliatórias; respeitando as necessidades e dignidade de cada cidadão, de forma totalmente gratuita.
O PROCON, ao invés de dispor simplesmente de comando legais voltados à proibição de certas condutas, determina que a atividade de proteção e defesa do consumidor seja exercida de modo coordenado, uniforme e sistematizado para garantir maior segurança e eficiência de resultado aos cidadãos, repousada sobre uma mesma tábua de valores e princípios.
Através de convênio firmado entre Governo Federal, Estado e Município, integramos o SINDEC – Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor – que pelo DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor), Órgão do Ministério da Justiça; o qual é o responsável pela Política Nacional de Proteção e Defesa do Consumidor.
Missão da Coordenadoria Extraordinária do PROCON
Nossa missão é determinar para que providências sejam tomadas, de forma que as reclamações e/ou pedidos encaminhados ao PROCON Macaé obtenham imediata e eficaz solução, bem como orientar, informar e educar o consumidor com a finalidade de beneficiá-lo na aquisição de bens e serviços, promovendo desta forma a Política Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor.
As competências do PROCON são:
Promover a divulgação das informações de interesse público relativas ao PROCON;
Recepcionar, registrar e distribuir toda a documentação destinada ao Ministério Público, Juizados Especiais e Defensoria Pública;
Verificar quanto à possibilidade de notificar a inclusão no Cadastro de Reclamação Fundamentada, p/ D, O;
Apurar denúncias consumistas e aplicar sanções administrativas previstas na Lei n° 8.078/90, após procedimentos administrativos, observando as regras dos Art. 9°, 10° e 11° do Decreto federal n° 2181/97;
Lavrar autos de infração, constatação, apreensão e termo de depósito;
Coordenar, planejar, treinar, implantar e manter rotinas, projetos, banco de dados, cadastros e sistemas informatizados, promovendo e divulgando informações estatísticas;
Realizar e acompanhar o monitoramento da postagem da CIP diariamente pelo procedimento de AR;
Manter cadastros de consumidor, procurador e fornecedor previstos no Código de Defesa do Consumidor;
Expedir notificações e realizar audiências de conciliação;
Promover eventos e ações educativas na área de defesa do Consumidor.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
PV de Imbé se reúne com bloco de oposição
BLOCO DE OPOSIÇÃO MUNICIPAL –BOM, REALIZA REUNIÃO
Na noite do dia 21 de outubro, integrantes das Executivas dos partidos que compõem o Bloco de Oposição Municipal – BOM, de Imbé, se reuniram para uma reunião.
O encontro aconteceu na Associação do Balneário Presidente, onde se reuniram oito partidos de oposição ao atual governo municipal, o PV, PT, PCdoB, PR, PP, PDT, PSD e PPS.
Na coordenação do Bloco, os Presidentes do PV, Osmar Júnior, e do PT, Sandro Melo, já programaram uma nova reunião para o início de novembro.
Na ocasião os partidos reafirmaram o compromisso de buscar uma alternativa aos modelos de políticas que vem governando o Imbé a mais de 20 anos, e querem juntos mostrar um projeto novo à população de Imbé.
Também foi comemorado o ingresso do PSD junto ao Bloco de Oposição Municipal - BOM.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
O desafio de defender a sustentabilidade, por Eduardo Jorge
Secretário do Meio Ambiente e do Verde na maior cidade brasileira, São
Paulo, Eduardo Jorge está à frente dos desafios sustentáveis desde 2005.
Em sua palestra, apresentou o diagnóstico de que sim, é possível tornar
uma cidade grande como São Paulo em um lugar melhor para se viver. Ele
disponibilizou o diagnóstico que foi traçado e os pilares que precisaram
ser desenvolvidos para viabilizar a tese de sustentabilidade. Em primeiro
lugar, estabelecer, na administração pública, diálogo entre secretarias,
programas e projetos é fundamental.
Em relação ao desenvolvimento sustentável de uma cidade como São
Paulo, Eduardo Jorge frisa que além de possível, é necessário. Uma vez
que “só é possível preservar o pantanal, a floresta, o mangue e o cerrado
pela cidade, porque é a cidade que consome a cidade da mesma forma
que consome pantanal, mangues, florestas e é a partir das cidades, que
se preserva o que se consome”.
A partir deste diagnóstico, Eduardo Jorge levantou que a pauta da agenda
pública deve ser o combate ao aquecimento global, já que a questão
climática ameaça a vida da espécie humana e tem impacto social, econômico
e ambiental, conforme as bases do conceito de desenvolvimento
sustentável. Até porque, segundo ele, “quem mora em torno da linha do
Equador é que vai pagar mais rápido as imprevidências do capitalismo, do
socialismo humano em relação à questão ambiental do desenvolvimento
industrial dos séculos 19 e 20”.
Eduardo Jorge defende que a pauta do desenvolvimento urbano é fundamental
para dialogar com a pauta-mãe, a do aquecimento global, e a
partir disso, reorganizar as políticas públicas dentro dos governos federal,
estaduais e municipais. “O Brasil ainda está muito atrasado nisso, enquanto
fica dormindo em berço esplêndido, como o de costume. Assim é fundamental
arrumar dentro da nossa casa para que haja mais condições de
se cobrar do governo federal, dos outros países.
Em oito exemplos concretos, Eduardo Jorge listou as principais ações
que a prefeitura de São Paulo, Secretaria do Verde, está implementando,
num programa horizontal de diálogo inédito com as demais secretarias.
As duas faces da questão climática: face A é a da mitigação, diminuir a
emissão dos gases prejudiciais, colaborando para a eficiência energética.
A face B no Brasil é a que menos se fala. Trata-se da adaptação aos efeitos
nocivos do aquecimento global.
Dentro da necessidade de mitigação das emissões via eficiência energética,
Eduardo Jorge listou quatro exemplos que vem sendo adotados
em São Paulo.
1. Captação de gás metano de aterros sanitários Os gases produzidos em aterros
sanitários são verdadeiras bombas para atmosfera. Porém, se esse biogás, que polui 22 vezes
mais que o gás carbonico, for captado e destinado a produzir energia, há diminuição sistêmica
na emissão de gás tão prejudicial como ainda ajuda na produção de energia elétrica.
Em São Paulo, são dois grandes aterros sanitários, bem organizados e controlados, bem licenciados.
Por meio de licitação, a empresa ganhadora capta a emissão e produz energia elétrica. De acordo
com Eduardo Jorge, as duas usinas de biogás produzem energia suficiente
para abastecer 600 mil pessoas.
Ele enfatizou que qualquer cidade, com mais de 500 mil habitantes, pode
instalar um aterro decente, via licitação, em que a empresa responsável cuida
do aterro, gera energia, e a prefeitura ganha ao emitir certificados de redução,
podendo desta forma aplicar os recursos em projetos sociais. Ele citou que, em
dois leilões, a cidade de São Paulo arrecadou R$ 70 milhões.
2. Diminuição da dependência do petróleo como fonte combustível
Eduardo Jorge sustenta que é possível diminuir a dependência de combustível
fóssil das frotas das cidades. A partir de uma lei municipal, aprovada em 2009,
a Secretaria de Transportes é obrigada a substituir o diesel por combustíveis de
fonte mais limpa de energia. Ele mencionou que a Secretaria de Transportes de
São Paulo está com sete experiencias de substituição do diesel:
• Ônibus elétricos: recuperação da frota, com quase 180 ônibus rodando,
com a volta da compra de ônibus elétricos.
• Etanol: primeira frota de ônibus rodando com etanol no Brasil. Atualmente,
são 60 veículos, com objetivo de chegar a 100.
• Hidrogênio: experiência de utilização deste novo combustível.
• Ônibus híbrido: experiência também que agrega ônibus movidos a
biodiesel e elétricos.
• Biodiesel: frota já rodando na cidade de São Paulo.
• Diesel da cana: já têm três ônibus, utilizando o diesel desenvolvido por
engenharia genética, que produz o combustível a partir da fonte de energia
mais limpa.
3. Inspeção Veicular
A inspeção veicular combate a poluição do ar e também o aquecimento global.
Faz-se necessário inspecionar motos, carros, caminhões e ônibus. Eduardo Jorge
afirmou que cada moto polui o correspondente a cinco carros. Os carros consomem
muito e poluem muito. As regras, que obrigam o dono do automóvel a
inspecionar e regular seu veículo para mantê-lo dentro dos padrões de quando
o veículo saiu da fábrica, já existem em outros países há 40 anos.
Segundo ele, esse programa de eficiência energética ataca em duas frentes a
poluição: a) diminuição da emissão de gases poluentes que agridem a atmosfera,
além dos pulmões e corações das pessoas que moram nas grandes cidades; b)
gasto menor com o combustível por parte do dono do veículo.
De acordo com Eduardo Jorge, no primeiro balanço da inspeção veicular da
cidade de São Paulo, concluiu-se que, ao realizar 3,5 milhões de inspeções veiculares,
correspondeu a tirar virtualmente 1,5 milhão de veículos das ruas. Assim,
diminui-se a poluição sem realmente tirar estes veículos de circulação.
Em 2009, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) refez as normas
e deu dois anos de prazo para que os estados se adequassem a essas normas.
Segundo Eduardo Jorge, o prazo das licitações venceu em junho de 2011, e
nenhum Estado sequer fez a licitação para começar a inspeção veicular.
Pensar Verde
4 . Conceito de Cidade-compacta
A tese das cidades compactas é aquela em que há a otimização
dos espaços. Atualmente, todos moram longe do trabalho, e a
mobilidade urbana acaba por criar mais um nível de segregação
social, em que os ricos andam de carro e os pobres, de ônibus.
Todos gastando combustível fóssil.
De acordo com Eduardo Jorge, as cidades estão cada dia mais
espalhadas, e os centros das cidades vazios, abandonados. No
conceito de cidade compacta, os bairros são compartilhados,
sem guetos, e o centro é expandido, otimizando a utilização de
infraestruturas já instaladas de lazer, cultura, saúde.
“O conceito urbanístico das cidades compactas explora a teoria
que as classes sociais devem compartilhar os bairros. Os guetos
separados são as chocadeiras da violência, além de que o crescimento
das periferias afeta diretamente as mananciais e as áreas
de risco e esvazia os centros, numa amostra total de irracionalidade
do ponto de vista social, econômico e ambiental”, enfatizou
Eduardo Jorge, durante sua exposição de ideias.
Ao abordar a fase de adaptação das cidades para os efeitos e as consequências do aquecimento global, Eduardo Jorge listou mais cinco exemplos que estão sendo adotados na cidade de São Paulo. Segundo ele, já que não há mais muito tempo para evitar que os danos ambientais cometidos tirem a vida das pessoas, a solução é adotar medidas que minimizem os efeitos colaterais do homem sobre o meio ambiente. No Brasil, principalmente, as soluções devem ser pautadas pelo elevado número de vítimas, por conta de enchentes e desmoronamentos.
• Arborização: na cidade de São Paulo, 1,5 milhão de árvores já foram plantadas. Como um dos efeitos, está
a manutenção da umidade relativa do ar.
• Ampliar as áreas verdes das cidades: com isso, ampliam-se as áreas verdes permeáveis para absorver as
águas das chuvas e evitar que haja alagamentos em pontos específicos.
• Criação de parques lineares: consiste em criar parques lineares no entorno dos córregos das cidades , uma
vez que é um erro dos arquitetos e políticos construir nas áreas de várzeas. Como as várzeas já foram todas
ocupadas, qualquer chuva já é motivo de desespero para o prefeito, dona de casa e comerciante. Há uma
necessidade de garimpar as várzeas, recuperar algumas que ainda existem nas cidades, para mantê-las
na sua função de escoamento da água das chuvas.
• Mapear as áreas de riscos das cidades: para Eduardo Jorge, este item é o mais importante, quando o assunto é referente ao enfrentamento dos desastres climáticos. São áreas com risco de desmoronamento, escorregamento e enchente. Eduardo Jorge ressalta a necessidade de elaboração de um diagnóstico detalhado de todas as áreas de risco, bem como proporcionar opções habitacionais para as pessoas que residem nestas áreas.
“Eu acho que este é o caso mais urgente. Você não pode deixar pessoas em áreas de enchente nem de escorregamento”,
disse. Ao ressaltar que este seria o “programa mais importante”, Eduado Jorge sugeriu a criação
de um indicador: a de quantidade de mortos por 100 mil habitantes por desastres climáticos. “Devia estar
escrito na parede das prefeituras e dos governos de estado quantas pessoas morreram (por 100 mil habitantes)
nas cidades, nos estados. Devia ser o indicador máximo para avaliar a responsabilidade daquele governante. É responsabilidade dos governantes evitar as mortes de hoje. Não pode haver tolerância de uma morte sequer.
As autoridades precisam ser cobradas”, finalizou.
Fonte: Revista de debates da Fundação Verde Herbert Daniel
sábado, 15 de outubro de 2011
Uma verdadeira maratona dos vereadores de Gravataí, termina com cassação da prefeita
Os ingredientes da democracia foram vistos nas últimas 48 horas na Câmara de Vereadores de Gravataí. Todo o preparativo e possibilidades políticas, manifestações acaloradas, empurra empurra, discursos, acusação, defesa e decisão de um processo de cassação que culminou no afastamento da prefeita Rita Sanco (PT) e seu vice dos cargos . O presidente da Câmara Nadir Rocha assume a prefeitura e o vereador Ricardo Canabarro (PV) passa a presidir a Câmara de Vereadores de Gravataí
Reveja matéria que explica os motivos da cassação
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
PV de Gravataí é pivô do processo de cassação da prefeita Rita Sanco
O centro nervoso do PT no Rio grande do Sul está transferido para Gravataí onde será decidida a situação sobre a cassação do mandato prefeita Rita Sanco ( PT )
Contra a prefeita, constam denúncias de irregularidades em negociações de dívidas da sua administração. Além disso, o procurador-geral do município, Ataídes Lemos da Costa, seria o responsável pelas ações da família da prefeita.
As irregularidades foram apresentadas para Justiça e a Câmara Municipal pelo professor Marcos Monteiro que também é presidente do PV de Gravataí .
As irregularidades foram apresentadas para Justiça e a Câmara Municipal pelo professor Marcos Monteiro que também é presidente do PV de Gravataí .
A situação da prefeita é grave, pois dos 14 vereadores, até agora ela conseguiu apenas 4 intenções de votos a seu favor. Caso se confirme a cassação que também derruba seu vice, assumirá o presidente da Câmara de Vereadores Nadir Rocha (PMDB) e o vereador Ricardo Canabarro (PV) passaria a presidir a Câmara de Vereadores de Gravataí. A decisão lotará a sessão da Câmara nesta sexta-feira (14/10) , que além de longa será muito tensa prevê Canabarro vereador do PV.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
PV DE IMBÉ REALIZA FILIAÇÕES
O PV de Imbé realizou no último dia 04 de outubro, uma reunião com a sua Executiva Municipal, visando as eleições de 2012. O Presidente do PV de Imbé, Osmar Júnior, apresentou mais 3 pré-candidatos a Vereadores, sendo o Nei Padeiro, Oggo Machado e Dulce Lauermann.
Na ocasião, Osmar Júnior, reiterou seu desejo de concorrer a Prefeitura de Imbé nas eleições de 2012, e recebeu o apoio de todo o partido.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
PV de Gravataí amplia quadro de filiados
O Partido Verde de Gravataí lotou a Câmara de Vereadores da cidade em ato de filiação, várias lideranças da cidade se filiaram ao PV entre os quais um vereador de outra sigla o Márcio Souza, (ex-PT) . O evento contou com diversas lideranças estaduais . O presidente municipal do PV Marcos Monteiro e o vereador Ricardo Canabarro comemoram a chegada dos novos membros com uma janta com todos os convidados após o ato oficial.
Os dirigentes nacionais José Paulo Tóffano e Vera Motta participaram do evento reiteraram as propostas do Partido Verde aos novos filiados. “ Somos a favor da união das pessoas do mesmo sexo, discriminação das drogas e defesa do meio ambiente “ em um forte discurso de Vera Motta que é secretária nacional de Assuntos Jurídicos do Partido Verde.
PARTIDO VERDE DE IMBÉ É CONTRA O AUMENTO DO NÚMERO DE VEREADORES
O Partido Verde de Imbé não é a favor de aumentar o número de vagas na Câmara de Vereadores de Imbé.
Acreditamos que o aumento do número de vereadores sirva apenas, para aumentar os cargos e os gastos do Executivo com a Câmara Municipal, pois, duvidamos que fossem deixar o orçamento do jeito que esta hoje.
Se o orçamento da Câmara de Vereadores ficasse como esta hoje e aumentar o número de vereadores e assessores, o salário dos mesmos iria diminuir. Sabemos que não é isso que “eles” querem.
Não existe a necessidade de aumentar as vagas na Câmara de Vereadores, pois, em uma cidade de 18 mil habitantes, acreditamos que nove vereadores podem legislar desde que estejam comprometidos com o desenvolvimento da cidade, e não apenas comprometidos em benefícios próprios.
Já imaginaram se um vereador recebesse um salário mínimo, como todo trabalhador recebe, sem direito a diárias? Será que teríamos candidatos à Câmara Municipal de Vereadores?
Portanto o Partido Verde de Imbé, não aprova a mudança de nove para onze vereadores na Câmara Municipal de Imbé.
Osmar Luiz Oliveira da Silva Júnior
Presidente do Partido Verde de Imbé
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Ato de filiação do PV em Gravataí contará com dirigentes nacionais
Convidamos os membros do Partido Verde do Rio Grande do Sul - PV/RS para Grande Ato de Filiação que se realizará no dia 03 de outubro de 2011, às 19 horas, na Câmara de Vereadores de Gravataí situada na Av. José Loureiro da Silva 2597, Gravataí - RS
O evento contará com a presença do Deputado Federal José Luis Penna, Presidente Nacional do Partido Verde e a Sra. Vera Motta, Secretária Nacional de Assuntos Jurídicos.
O evento contará com a presença do Deputado Federal José Luis Penna, Presidente Nacional do Partido Verde e a Sra. Vera Motta, Secretária Nacional de Assuntos Jurídicos.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
PV de Xangri-Lá promove atividade de filiação
No sábado, dia 24 de Setembro, o PV de Xangri-Lá fará um ato de inauguração e filiação.
O evento pretende reunir os verdes e demais interessados em conhecer as idéias do PV, além de filiar àqueles que quiserem fazer parte do movimento verde.
O encontro acontecerá as 17 horas, no Bistrô da Dodô, na Avenida Central, 2060 no Balneário de Atlântida e é aberto a todos.
Qualquer dúvida pode ser esclarecida pelo (51) 8154.9710.
Krishna Soares. Presidente PV Xangri-Lá
O evento pretende reunir os verdes e demais interessados em conhecer as idéias do PV, além de filiar àqueles que quiserem fazer parte do movimento verde.
O encontro acontecerá as 17 horas, no Bistrô da Dodô, na Avenida Central, 2060 no Balneário de Atlântida e é aberto a todos.
Qualquer dúvida pode ser esclarecida pelo (51) 8154.9710.
Krishna Soares. Presidente PV Xangri-Lá
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Resolução da Executiva Nacional
RESOLUÇÃO 01/2011
A Comissão Executiva Nacional do Partido Verde reunida nos dias 26 e 27 de agosto de 2011 no Distrito Federal, por unanimidade resolve:
1 – Devem, as direções estaduais e municipais, montar e executar, em caráter urgente, plano de ação para filiação do maior número possível de pessoas, sempre respeitando as orientações programáticas e estatutárias, com o objetivo de potencializar candidaturas próprias, especialmente, nas capitais e grandes cidades, priorizando aquelas que são geradoras de programa eleitoral.
2 – A não alimentação dos dados e informações do Sistema de Gestão Partidária, no prazo de três meses a contar da data desta Resolução, implicará no seu imediato cancelamento, assim como pelo mesmo motivo, a comissão não será renovada.
3 – A cada três meses de inadimplência das comissões municipais para com a estadual, implicará no cancelamento automático da comissão provisória municipal.
4 – Como orientação da Executiva Nacional, quando da constituição ou renovação de comissões provisórias, não será permitida que a legenda seja usada para atender, exclusivamente, a interesses pessoais ou de outros partidos.
5 – Também, por orientação, fica definido como critério para manutenção de comissões municipais provisórias, o percentual, mínimo, de 3% dos votos válidos do município para candidaturas do partido
Distrito Federal, 27 de agosto de 2011.Comissão Executiva Nacional do Partido Verde
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Chimarreando com PV Esteio
Convite Encontro Chimarreando com PV
Esteio no Próximo Domingo dia 18 de Setembro de 2011
as 15:00 horas
local Parque Galvany Guedes Avenida Porto Alegre 505 Bairro Santo Inácio Esteio .
A Executiva Municipal do partido Verde de Esteio, através de Seu Presidente Valmir Rodrigues convida a todos os membros dos Diretórios Verdes da Região, Simpatizantes e interessados a se fazerem presentes no encontro Chimerreando com PV , para uma agradável conversa sobre os andamentos do partido e também para novas filiações, venha expor suas idéias e seus anseios, faça valer a pena este partido que pensa no bem comum e na qualidae de vida adequada ao ser humano.
PARTICIPE E DÊ A SUA CONTRIBUIÇÃO NESTA IMPORTANTE DISCUSSÃO.
Saudações Verdes,
Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas idéias e a nobreza dos seus ideais.
Charles Chaplin
Esteio no Próximo Domingo dia 18 de Setembro de 2011
as 15:00 horas
local Parque Galvany Guedes Avenida Porto Alegre 505 Bairro Santo Inácio Esteio .
A Executiva Municipal do partido Verde de Esteio, através de Seu Presidente Valmir Rodrigues convida a todos os membros dos Diretórios Verdes da Região, Simpatizantes e interessados a se fazerem presentes no encontro Chimerreando com PV , para uma agradável conversa sobre os andamentos do partido e também para novas filiações, venha expor suas idéias e seus anseios, faça valer a pena este partido que pensa no bem comum e na qualidae de vida adequada ao ser humano.
PARTICIPE E DÊ A SUA CONTRIBUIÇÃO NESTA IMPORTANTE DISCUSSÃO.
Saudações Verdes,
Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas idéias e a nobreza dos seus ideais.
Charles Chaplin
sábado, 10 de setembro de 2011
PV de Esteio convoca pré-candidatos
A Executiva Municipal do Partido Verde de Esteio convoca os Pré-Candidatos a Vereadores às eleições de 2012 para uma reunião a ser realizada no dia 12 de setembro de 2011, às 19h na sede do Partido, sito a Rua Paulo Pontes, n. 65, bairro Jardim Planalto.
Pauta: debater as propostas de realização de um seminário de mobilização e formação política;
campanha para novas filiações;
eleições 2012
e assuntos gerais
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
PV de Gramado Protesta contra os pedágios
O Partido Verde de Gramado reuniu lideranças da cidade no encontro dia 7 de setembro.O dia da independência foi escolhido pelo PV para uma manifestação contra os pedágios que ilham a cidade e sufoca a comunidade, militantes distribuíram panfletos e vestiam camisetas com dizeres contra os pedágios e pelo direito de ir e vir. A noite o encontro do PV lotou o CTG Manotaço de Gramado. Os verdes locais liderados por Marcos Taron e Rubi Rodrigues recepcionaram filiados, simpatizantes, ecologistas e lideranças de diversos partidos que prestigiaram o evento. Onde foi apresentada a História do PV para os presentes. Lideranças do PV RS Montserrat Martins, Ricardo Canabarro e Marco Mikonga fizeram uso da palavra em apoio as idéias de desenvolvimento sustentável e defesa da natureza apresentadas pelas lideranças verdes da cidade de Gramado.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
PV de Sapucaia Inaugura Sub-Sede
O Partido Verde de Sapucaia do Sul está muito bem organizado para as atividades políticas no munícipio. A tendência é que o PV saia com candidatura própria e esta estruturação partidária mostra competitividade da sigla para o futuro pleito. A inauguração da Sub-Sede do Partido, cito a Rua Manoel Serafim, número 1237- Bairro Paraiso, no dia 13 de Agosto (próximo sábado) as 9:30h da manhã, onde será apresentada a nova Executiva Municipal, com momento de filiação é prova viva que o Partido Verde está forte.
PV de Porto Alegre na Internet
PV de Porto Alegre na Internet
A Executiva Municipal do PV de Porto Alegre está na Internet, o site está disponível no endereço WWW.PVPOARS.ORG.BR; internautas, filiados e simpatizantes do Partido Verde,ao acessar o site podem consultar à agenda do PV de Porto Alegre; conhecer o Programa de Governo e o Estatuto do Partido Verde;acessar diversos links; ouvir boa música e noticias; na pagina inicial os eleitores podem conhecer os candidatos do PV e suas ideias, começando pelo Pré-Candidato a Prefeito de Porto Alegre, Nelson Vasconcelos; acessando o site os filiados e internautas podem entrar em contato com a Executiva Municipal, enviar mensagens, artigose encaminhar pedidos de filiação. Esperamos que todos gostem e pedimos quecolaborem, enviando artigos e matérias jornalísticas, que possam ser utilizadas para o engrandecimento deste site que é nosso, que é de todos os gaúchos.
Júlio Faria Corrêa – Secretário de Finanças do PVPOARS
A Executiva Municipal do PV de Porto Alegre está na Internet, o site está disponível no endereço WWW.PVPOARS.ORG.BR; internautas, filiados e simpatizantes do Partido Verde,ao acessar o site podem consultar à agenda do PV de Porto Alegre; conhecer o Programa de Governo e o Estatuto do Partido Verde;acessar diversos links; ouvir boa música e noticias; na pagina inicial os eleitores podem conhecer os candidatos do PV e suas ideias, começando pelo Pré-Candidato a Prefeito de Porto Alegre, Nelson Vasconcelos; acessando o site os filiados e internautas podem entrar em contato com a Executiva Municipal, enviar mensagens, artigose encaminhar pedidos de filiação. Esperamos que todos gostem e pedimos quecolaborem, enviando artigos e matérias jornalísticas, que possam ser utilizadas para o engrandecimento deste site que é nosso, que é de todos os gaúchos.
Júlio Faria Corrêa – Secretário de Finanças do PVPOARS
sábado, 9 de julho de 2011
Nelson Vasconcelos ...Jamais sairei do Partido Verde
PEÇO PERDÃO A TODOS OS MEUS AMIGOS, MAS NÃO POSSO SAIR DO PARTIDO VERDE.
Os meus Verdes de todas as cores estão me perguntando se sairei do Partido Verde.
Respondo: JAMAIS SAIREI.
(as pessoas, para o bem ou para o mal, são sempre as mesmas em qualquer Partido Político).
Ainda no 4.º ano consecutivo do Penna na Direção do Partido, votei contra a continuidade dele.
Perdi.
E mais. Perdi a Direção da Executiva Estadual do RS e todas as possibilidades de concorrer aos cargos políticos de maior relevância do Estado.
Mas e daí...sinto que o grande Inconsciente Coletivo tem me amparado nessa vida.
Interessante que todos esses, daquele tempo, agora estão saindo do Partido.
Perdi até o cargo de Conselheiro Nacional, isso por influência de meus próprios partidários daqui, imaginem.
E acho que Penna está agindo exatamente como todos os Verdes permitiram durante todo esse tempo.
Sempre o reelegeram e ele ...kkk...aceita, é claro.
Mas vou lhes dizer uma coisa.
Gosto dele.
Ele é profundamente humano. Parceiro. Aceita conselhos (tanto que ele sempre me tirou, ainda que chateado, a conselho até dos meus Verdes daqui).
Mas ele sabe. Procuro ser sempre muito leal ao Partido apesar de tudo.
Jamais encontrarei a possibilidade de vislumbrar a doutrina e os conceitos de NORBERTO BOBBIO em outro partido político.
De não ter que ser de Direita, Centro ou de Esquerda, mas a frente de todos esses tempos políticos.
Leiam um pouco sobre ele.
De amar a Vida e a Natureza como uma forma fantástica de amar a Deus sobre todas as coisas.
De andar de cabeça erguida na rua, amando e sendo amado por todos os Gaúchos e Gaúchas, mesmo os apartidários.
E isso me deixa todo exibido, altaneiro, confiante de que ainda iremos trazer toda a humanidade para essa forma de pensar.
Aprendi que, enquanto o prazer for maior do que a dor, ninguém muda alguma coisa.
Sou Biólogo, Advogado e, em setembro, Psicanalista.
Ainda ontem ouvi algo interessante numa desses encontros:
"Quanto mais o homem procura o prazer, mais se aproxima da morte".
Então, tudo deve ser equilibrado.
Tirar o Penna ( se esse for o caso, é fácil, basta os Verdes quererem, pois tudo podemos naquele que nos fortalece, né?).
Mas tirar o Penna...só por tirar, se nada fazermos para substituí-lo a contento?
Sei lá...permaneço Verde.
Um abraço a todos os meus Verdes que vão e que ficam.
Cada um tem que procurar seu destino do melhor modo possível para ser feliz sem prejudicar os demais.
Boa sorte a todos nós. Merecemos.
Nélson Vasconcelos
Militante Verde do Rio Grande do Sul.
Os meus Verdes de todas as cores estão me perguntando se sairei do Partido Verde.
Respondo: JAMAIS SAIREI.
(as pessoas, para o bem ou para o mal, são sempre as mesmas em qualquer Partido Político).
Ainda no 4.º ano consecutivo do Penna na Direção do Partido, votei contra a continuidade dele.
Perdi.
E mais. Perdi a Direção da Executiva Estadual do RS e todas as possibilidades de concorrer aos cargos políticos de maior relevância do Estado.
Mas e daí...sinto que o grande Inconsciente Coletivo tem me amparado nessa vida.
Interessante que todos esses, daquele tempo, agora estão saindo do Partido.
Perdi até o cargo de Conselheiro Nacional, isso por influência de meus próprios partidários daqui, imaginem.
E acho que Penna está agindo exatamente como todos os Verdes permitiram durante todo esse tempo.
Sempre o reelegeram e ele ...kkk...aceita, é claro.
Mas vou lhes dizer uma coisa.
Gosto dele.
Ele é profundamente humano. Parceiro. Aceita conselhos (tanto que ele sempre me tirou, ainda que chateado, a conselho até dos meus Verdes daqui).
Mas ele sabe. Procuro ser sempre muito leal ao Partido apesar de tudo.
Jamais encontrarei a possibilidade de vislumbrar a doutrina e os conceitos de NORBERTO BOBBIO em outro partido político.
De não ter que ser de Direita, Centro ou de Esquerda, mas a frente de todos esses tempos políticos.
Leiam um pouco sobre ele.
De amar a Vida e a Natureza como uma forma fantástica de amar a Deus sobre todas as coisas.
De andar de cabeça erguida na rua, amando e sendo amado por todos os Gaúchos e Gaúchas, mesmo os apartidários.
E isso me deixa todo exibido, altaneiro, confiante de que ainda iremos trazer toda a humanidade para essa forma de pensar.
Aprendi que, enquanto o prazer for maior do que a dor, ninguém muda alguma coisa.
Sou Biólogo, Advogado e, em setembro, Psicanalista.
Ainda ontem ouvi algo interessante numa desses encontros:
"Quanto mais o homem procura o prazer, mais se aproxima da morte".
Então, tudo deve ser equilibrado.
Tirar o Penna ( se esse for o caso, é fácil, basta os Verdes quererem, pois tudo podemos naquele que nos fortalece, né?).
Mas tirar o Penna...só por tirar, se nada fazermos para substituí-lo a contento?
Sei lá...permaneço Verde.
Um abraço a todos os meus Verdes que vão e que ficam.
Cada um tem que procurar seu destino do melhor modo possível para ser feliz sem prejudicar os demais.
Boa sorte a todos nós. Merecemos.
Nélson Vasconcelos
Militante Verde do Rio Grande do Sul.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Executiva Nacional do Partido Verde emitiu uma nota de esclarecimentos sobre desfiliação de Marina Silva
Depois do anúncio da desfiliação da ex-senadora Marina Silva, do Partido Verde, na tarde desta quinta-feira (7), a Executiva Nacional do Partido Verde emitiu uma nota de esclarecimentos.
Leia o documento na íntegra:
O Partido Verde e sua candidata, Marina Silva, fizeram nascer em milhões de brasileiros a ideia de que uma terceira via era possível. Uma alternativa consistente ao quadro simplista que nos era apresentado, de um Brasil com apenas duas portas que poderiam ser abertas em direção ao futuro.
A luta em prol de uma sociedade equilibrada e justa do ponto de vista social e ambiental está e continuará no cerne das preocupações do Partido Verde. Por essa luta, esforços foram empreendidos e dificuldades iniciais superadas. O Partido Verde tem como marca teses avançadas e pioneiras, que sempre abrangeram, além da questão ambiental, o apoio à luta das minorias e a defesa de temas como a união homoafetiva e a descriminalização do aborto e das drogas, entre outros.
Com generosidade e respeito às diferenças, para receber Marina Silva sem quaisquer freios, estabelecemos a cláusula de consciência, que permite que filiados explicitem suas posições pessoais em relação a itens do programa partidário em face de convicções religiosas. Foi alterado também o número de membros da Executiva do partido, de maneira a abrir espaço a vozes diretamente ligadas à candidata.
Também fomos o partido que lançou o maior número de candidatos aos governos estaduais com o objetivo de consolidar a candidatura presidencial, o que dificultou o fortalecimento da nossa bancada federal, que baixou de 15 para 14 deputados.
Não podemos nos furtar, todavia, a expressar nossa posição sobre a situação que gerou a polêmica em torno da saída de Marina Silva de nosso partido. Consideramos que estamos passando por nossa primeira grande crise de crescimento. O Partido Verde e suas lutas, entretanto, são maiores do que qualquer pessoa.
Deve ser dito que não nos recusamos, em momento algum, a efetivar aperfeiçoamentos nas regras que moldam o funcionamento de nosso partido. Estão programadas atualizações programáticas e elas ocorrerão no tempo oportuno dos verdes e como decorrência de amplo debate interno e com a sociedade, não da imposição de grupos determinados que integram o partido.
O Partido Verde lamenta muito essa falsa polêmica artificialmente inflada sobre a falta de democracia interna, que tem gerado distorções injustas na imprensa brasileira. Continuaremos sempre abertos para receber em nossas fileiras pessoas que entendem que a luta pelo coletivo é muito mais relevante do que a luta pelo individual.
Os signatários deste documento veem no Partido Verde um instrumento cuja existência só faz sentido na medida em que sirva para transformar concretamente a realidade, mediante a ampliação da democracia e da equidade social.
E mantêm os seguintes compromissos:
1. Preparar o partido para a atualização estatutária e programática, a ser aprovada em convenção nacional que será realizada em março de 2012;
2. Mobilizar o partido para responder da forma devida aos principais temas em pauta no país, como a reforma política e a reforma tributária, assim como para enfrentar a pressão por retrocessos na legislação florestal e pela implantação de novas usinas nucleares, entre vários outros assuntos importantes que poderiam ser citados;
3. Preparar o partido para as eleições municipais, estimulando candidaturas próprias, especialmente nos municípios onde houver dois turnos de votação;
4. Promover o recadastramento dos filiados, simultaneamente a uma grande campanha nacional por novas filiações.
Leia o documento na íntegra:
O Partido Verde e sua candidata, Marina Silva, fizeram nascer em milhões de brasileiros a ideia de que uma terceira via era possível. Uma alternativa consistente ao quadro simplista que nos era apresentado, de um Brasil com apenas duas portas que poderiam ser abertas em direção ao futuro.
A luta em prol de uma sociedade equilibrada e justa do ponto de vista social e ambiental está e continuará no cerne das preocupações do Partido Verde. Por essa luta, esforços foram empreendidos e dificuldades iniciais superadas. O Partido Verde tem como marca teses avançadas e pioneiras, que sempre abrangeram, além da questão ambiental, o apoio à luta das minorias e a defesa de temas como a união homoafetiva e a descriminalização do aborto e das drogas, entre outros.
Com generosidade e respeito às diferenças, para receber Marina Silva sem quaisquer freios, estabelecemos a cláusula de consciência, que permite que filiados explicitem suas posições pessoais em relação a itens do programa partidário em face de convicções religiosas. Foi alterado também o número de membros da Executiva do partido, de maneira a abrir espaço a vozes diretamente ligadas à candidata.
Também fomos o partido que lançou o maior número de candidatos aos governos estaduais com o objetivo de consolidar a candidatura presidencial, o que dificultou o fortalecimento da nossa bancada federal, que baixou de 15 para 14 deputados.
Não podemos nos furtar, todavia, a expressar nossa posição sobre a situação que gerou a polêmica em torno da saída de Marina Silva de nosso partido. Consideramos que estamos passando por nossa primeira grande crise de crescimento. O Partido Verde e suas lutas, entretanto, são maiores do que qualquer pessoa.
Deve ser dito que não nos recusamos, em momento algum, a efetivar aperfeiçoamentos nas regras que moldam o funcionamento de nosso partido. Estão programadas atualizações programáticas e elas ocorrerão no tempo oportuno dos verdes e como decorrência de amplo debate interno e com a sociedade, não da imposição de grupos determinados que integram o partido.
O Partido Verde lamenta muito essa falsa polêmica artificialmente inflada sobre a falta de democracia interna, que tem gerado distorções injustas na imprensa brasileira. Continuaremos sempre abertos para receber em nossas fileiras pessoas que entendem que a luta pelo coletivo é muito mais relevante do que a luta pelo individual.
Os signatários deste documento veem no Partido Verde um instrumento cuja existência só faz sentido na medida em que sirva para transformar concretamente a realidade, mediante a ampliação da democracia e da equidade social.
E mantêm os seguintes compromissos:
1. Preparar o partido para a atualização estatutária e programática, a ser aprovada em convenção nacional que será realizada em março de 2012;
2. Mobilizar o partido para responder da forma devida aos principais temas em pauta no país, como a reforma política e a reforma tributária, assim como para enfrentar a pressão por retrocessos na legislação florestal e pela implantação de novas usinas nucleares, entre vários outros assuntos importantes que poderiam ser citados;
3. Preparar o partido para as eleições municipais, estimulando candidaturas próprias, especialmente nos municípios onde houver dois turnos de votação;
4. Promover o recadastramento dos filiados, simultaneamente a uma grande campanha nacional por novas filiações.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Atmosfera e massa crítica
Pior que o frio que estamos sentindo, no sul, é o das pessoas que tem menos condições de enfrentá-lo. A solidariedade de cada um de nós e das instituições sociais, nessas horas, é fundamental. Mas há quem veja nisso a oportunidade de uma provocação, como a de Aldo Rebelo esta semana, no twitter: “frio aqui hein? Cadê a turma do aquecimento global?”. Não mereceria resposta, se fosse só por ele, mas infelizmente ainda existem pessoas sérias que tem esse tipo de dúvida. O que os cientistas explicam é que se trata de um desequilíbrio climático no qual além das temperaturas médias aumentarem gradativamente, também aumenta a amplitude das variações de temperatura, que podem atingir os extremos opostos. Assim é que recordes de calor e de frio tem sido batidos, nos dois hemisférios, a cada verão e inverno, causando mortes pelos picos de frio e pelos de calor.
A atmosfera terrestre é bem descrita como sendo uma “fina e frágil casquinha” (com apenas cerca de 100 quilômetros acima da crosta) que protege as condições únicas para a vida humana nesse planeta, como em nenhum outro conhecido. Não suportaríamos as variações brutais de temperatura que são comuns por exemplo em Marte, onde na região equatorial a temperatura é de 25 graus Celsius no início da tarde, cai para 50 graus negativos no começo da noite e atinge -70 graus Celsius à meia-noite. Ou na Lua, onde a temperatura varia de -153ºC à noite a +107ºC durante o dia, conforme dados obtidos pela NASA. A atmosfera protege a vida na Terra absorvendo a radiação ultravioleta solar e ao mesmo tempo aquecendo a superfície por meio da retenção de calor, entre outras mediações com o expaço exterior que reduzem os extremos de temperatura entre o dia e a noite. Os danos à atmosfera, portanto, comprometem o frágil equilíbrio das condições das quais depende a nossa vida.
Por falar em condições fisico-químicas, há um conceito científico, o de “massa crítica”, que se tornou uma metáfora sociológica. A massa crítica de um material fissionável é “a quantidade necessária para manter uma reação nuclear em cadeia autosustentada”. Esse termo virou símbolo de quantidade de pessoas necessárias para as mudanças sociais sustentadas, quer dizer, consistentes e duráveis. Conceito que se aplica à nossa realidade política, onde deputados e senadores se mostram “descolados” dos que os elegeram, legislando em causa própria. Os políticos tem uma escolha a fazer: apostar na inteligência da população, ou na sua ignorância. A conta não vem na mesma hora, pode levar anos para chegar. Mas se olharmos para a história dos partidos políticos, nas últimas décadas, veremos que eles não passaram incólumes às suas incoerências. Estamos longe de um cenário ideal, mas lembro claramente de como era há algumas décadas, dos “grandes partidos” que sucumbiram à sua falta de compromisso com a população.
A tão decantada “reforma política” não terá efeitos sem uma mudança cultural. Um debate interessante na internet sobre “valor de rede e massa crítica” observa que “massa crítica não é o número de participantes de uma comunidade, mas sim, a quantidade de atividade entre seus membros, o número de interações durante um certo período, em que a partir daí, a quantidade de atividade cresce de forma natural. Por isso é muito importante contar com um grupo bem ativo, mesmo que pequeno, no início da construção de uma comunidade, para que a massa crítica seja atingida mais rapidamente”. Para a crise política nacional, mais que a mudança de leis, é bem vinda a “massa crítica” a partir de uma opinião pública mais atuante.
COMPORTAMENTO Montserrat Martins
A atmosfera terrestre é bem descrita como sendo uma “fina e frágil casquinha” (com apenas cerca de 100 quilômetros acima da crosta) que protege as condições únicas para a vida humana nesse planeta, como em nenhum outro conhecido. Não suportaríamos as variações brutais de temperatura que são comuns por exemplo em Marte, onde na região equatorial a temperatura é de 25 graus Celsius no início da tarde, cai para 50 graus negativos no começo da noite e atinge -70 graus Celsius à meia-noite. Ou na Lua, onde a temperatura varia de -153ºC à noite a +107ºC durante o dia, conforme dados obtidos pela NASA. A atmosfera protege a vida na Terra absorvendo a radiação ultravioleta solar e ao mesmo tempo aquecendo a superfície por meio da retenção de calor, entre outras mediações com o expaço exterior que reduzem os extremos de temperatura entre o dia e a noite. Os danos à atmosfera, portanto, comprometem o frágil equilíbrio das condições das quais depende a nossa vida.
Por falar em condições fisico-químicas, há um conceito científico, o de “massa crítica”, que se tornou uma metáfora sociológica. A massa crítica de um material fissionável é “a quantidade necessária para manter uma reação nuclear em cadeia autosustentada”. Esse termo virou símbolo de quantidade de pessoas necessárias para as mudanças sociais sustentadas, quer dizer, consistentes e duráveis. Conceito que se aplica à nossa realidade política, onde deputados e senadores se mostram “descolados” dos que os elegeram, legislando em causa própria. Os políticos tem uma escolha a fazer: apostar na inteligência da população, ou na sua ignorância. A conta não vem na mesma hora, pode levar anos para chegar. Mas se olharmos para a história dos partidos políticos, nas últimas décadas, veremos que eles não passaram incólumes às suas incoerências. Estamos longe de um cenário ideal, mas lembro claramente de como era há algumas décadas, dos “grandes partidos” que sucumbiram à sua falta de compromisso com a população.
A tão decantada “reforma política” não terá efeitos sem uma mudança cultural. Um debate interessante na internet sobre “valor de rede e massa crítica” observa que “massa crítica não é o número de participantes de uma comunidade, mas sim, a quantidade de atividade entre seus membros, o número de interações durante um certo período, em que a partir daí, a quantidade de atividade cresce de forma natural. Por isso é muito importante contar com um grupo bem ativo, mesmo que pequeno, no início da construção de uma comunidade, para que a massa crítica seja atingida mais rapidamente”. Para a crise política nacional, mais que a mudança de leis, é bem vinda a “massa crítica” a partir de uma opinião pública mais atuante.
COMPORTAMENTO Montserrat Martins
Maurício Brusadin se despede do Partido Verde com o coração apertado
Novos Caminhos, Novos Horizontes
” Um poder que se serve ao invés de servir, é um poder que não serve” Mário Sérgio Cortella
Acabo de entregar minha desfiliação do Partido Verde após 18 anos de trabalho incessante, recheado de muitas alegrias, angústias e algumas tristezas. É uma decisão que jamais pensei um dia tomar. Nesse momento, não posso dizer que é esse o desfecho com o qual sonhava, mas quando minha alma perde o desejo de continuar, é inútil o corpo permanecer lutando.
Lembro-me, como se fosse hoje, da primeira atitude que tomei logo após pegar meu Título de eleitor: filiar-me ao PV. Daquele momento em diante acho que não teve um dia sequer de minha vida que não tenha pensado, falado ou discutido sobre a Política e o Partido, todas as minhas energias sempre estiveram voltadas para fazer de minha luta política uma trincheira do PV. Nele fiz meus melhores amigos, vivi minhas maiores alegrias, vivenciei minhas mais deliciosas vitórias e as mais tristes derrotas.
Muitos devem estar pensando que esta atitude se deve, em especial, às atitudes autoritárias tomadas pelo Presidente Nacional.É evidente que estas mesmas se tornaram uma variável importante para esta decisão, afinal onde não se tem liberdade para expressar o que se pensa, realmente as condições de convivência se tornam insuportáveis, mas somado a este fato, o que me força a tomar tal decisão está ligado à Crise de Intermediação por que passam os Partidos Políticos.
A crise no PV se insere no processo mais geral de declínio da importância dos partidos políticos os quais deixaram de ser mecanismos vivos, eficientes e legítimos de intermediação política. O pano de fundo deste debate é um processo de despolitização da política que acarreta uma crise de representação.
Uma política despolitizada, que se galvanizou num conjunto de pequenos arranjos, negociatas e com os militantes dos partidos à margem desse processo, é um mecanismo que funciona a serviço da conquista e da preservação de posições de poder.
Esta “crise da democracia” é visível quando avaliamos o declínio das relações de identificação entre representantes e representados que acredito culminará na mudança para um novo modelo político.
Deixaremos o velho modelo intermediado pelos Partidos, para a democracia das mídias sociais. Os partidos já perderam o monopólio da Intermediação, não é por acaso que todas as recentes marchas (Liberdade, mulheres, gente diferenciada) aconteceram sem que nenhum partido as mobilizasse, elas foram espontâneas.
Se olharmos a fundo as praças da Espanha, da Grécia, do Egito e de todos os outros movimentos que nasceram recentemente, perceberemos que o que os diferencia é o fato de não aceitarem “atravessadores” de suas demandas, eles querem se comunicar direto, sem intermediários, e isso nos mostra que os partidos deixaram de ser instrumentos para a canalização das principais demandas da humanidade.
Isso acontece principalmente porque os partidos se transformaram em “escritórios eleitorais” . Um pequeno grupo de burocrata comanda todos os filiados, a mobilização partidária só existe durante os períodos eleitorais, de preferência somente no dia da eleição, como já foi dito.
Temos partidos sem participantes, onde quem manda é o cacique, o dono da legenda, o comandante que decide o rumo coletivo baseado nos seus interesses pessoais. As bandeiras, a ideologia, o programa, nesse contexto, viraram instrumentos de “marketing”, e o que se propõe para a sociedade não se exercita internamente, a isso chamamos de fraude.
Nesses últimos meses, juntos com Marina fizemos um esforço descomunal para acelerar as mudanças internas de que o PV tanto precisa, pois é inadmissível um Partido com a plataforma para o século XXI ter instrumentos internos do século passado.
Acreditávamos que poderíamos ser a ferramenta nas mãos destas novas demandas, mas infelizmente interesses menores estão à frente destes desejos. Imaginar em plena revolução digital, quando os jovens opinam sobre tudo, que os filiados do PV não têm direito a voto, é um obscurantismo total e, para piorar o quadro, aqueles que colocam a cabeça para fora e manifestam sua opinião são expurgados.
Vivemos internamente uma cultura do medo, muitos pensam e desejam essas mudanças, porém a caneta opressora silencia as vozes de muita gente que quer e sonha com um Partido mais democrático, protagonista que não fica refém de qualquer governo, que não é um satélite que gravita em torno dos grandes partidos para ter acesso aos fundos públicos. Sei que muitos continuarão lutando e respeito a estratégia adotada, pois precisamos ser compreensivos com aqueles que, criticamente, irão permanecer sonhando que o PV um dia deixe de ser uma legenda e passe a ser um Partido. Para todos estes desejo boa sorte e tenho a certeza de que no futuro estaremos juntos novamente.
Quanto aos novos caminhos, gostaria de convidar a todos que ainda acreditam em utopias para participarem deste novo movimento que emergirá deste processo. O debate permanece aberto: o código florestal, as cidades sustentáveis, o perverso sistema eleitoral, a desigualdade social, a falta de investimento em capital humano e todos os dilemas que, apesar do avanço dos últimos dezesseis anos, ainda afligem boa parte dos cidadãos brasileiros.
Nesta semana voltei a ler “Os donos do Poder”, de Raymundo Faoro e, a cada página, percebia a sua atualidade, pois em nosso País uma minoria determina as peças orçamentárias, os percentuais de corrupção que tanto assolam as licitações e colocam em funcionamento as velhas máquinas partidárias que ainda funcionam a vapor e, conscientemente, trocaram os sonhos da militância pelo “doce” sabor do capital. Todos aqueles que desejam reaproximar a vida real desse Universo paralelo em que se tornou o mundo da política com o famoso toma lá da cá, tão desideologizado, participem, embarquem nessa grande nave movida à energia solar, plugada numa organização em rede, navegando nas ondas líquidas da era digital, onde o respeito, a diversidade, a pluralidade e a generosidade são valores inegociáveis.
Novas perguntas exigem novas respostas, seguiremos com o olhar no horizonte e com o desejo voltado ao sentimento de que ainda precisamos democratizar a democracia.
Um forte abraço
Maurício Brusadin
” Um poder que se serve ao invés de servir, é um poder que não serve” Mário Sérgio Cortella
Acabo de entregar minha desfiliação do Partido Verde após 18 anos de trabalho incessante, recheado de muitas alegrias, angústias e algumas tristezas. É uma decisão que jamais pensei um dia tomar. Nesse momento, não posso dizer que é esse o desfecho com o qual sonhava, mas quando minha alma perde o desejo de continuar, é inútil o corpo permanecer lutando.
Lembro-me, como se fosse hoje, da primeira atitude que tomei logo após pegar meu Título de eleitor: filiar-me ao PV. Daquele momento em diante acho que não teve um dia sequer de minha vida que não tenha pensado, falado ou discutido sobre a Política e o Partido, todas as minhas energias sempre estiveram voltadas para fazer de minha luta política uma trincheira do PV. Nele fiz meus melhores amigos, vivi minhas maiores alegrias, vivenciei minhas mais deliciosas vitórias e as mais tristes derrotas.
Muitos devem estar pensando que esta atitude se deve, em especial, às atitudes autoritárias tomadas pelo Presidente Nacional.É evidente que estas mesmas se tornaram uma variável importante para esta decisão, afinal onde não se tem liberdade para expressar o que se pensa, realmente as condições de convivência se tornam insuportáveis, mas somado a este fato, o que me força a tomar tal decisão está ligado à Crise de Intermediação por que passam os Partidos Políticos.
A crise no PV se insere no processo mais geral de declínio da importância dos partidos políticos os quais deixaram de ser mecanismos vivos, eficientes e legítimos de intermediação política. O pano de fundo deste debate é um processo de despolitização da política que acarreta uma crise de representação.
Uma política despolitizada, que se galvanizou num conjunto de pequenos arranjos, negociatas e com os militantes dos partidos à margem desse processo, é um mecanismo que funciona a serviço da conquista e da preservação de posições de poder.
Esta “crise da democracia” é visível quando avaliamos o declínio das relações de identificação entre representantes e representados que acredito culminará na mudança para um novo modelo político.
Deixaremos o velho modelo intermediado pelos Partidos, para a democracia das mídias sociais. Os partidos já perderam o monopólio da Intermediação, não é por acaso que todas as recentes marchas (Liberdade, mulheres, gente diferenciada) aconteceram sem que nenhum partido as mobilizasse, elas foram espontâneas.
Se olharmos a fundo as praças da Espanha, da Grécia, do Egito e de todos os outros movimentos que nasceram recentemente, perceberemos que o que os diferencia é o fato de não aceitarem “atravessadores” de suas demandas, eles querem se comunicar direto, sem intermediários, e isso nos mostra que os partidos deixaram de ser instrumentos para a canalização das principais demandas da humanidade.
Isso acontece principalmente porque os partidos se transformaram em “escritórios eleitorais” . Um pequeno grupo de burocrata comanda todos os filiados, a mobilização partidária só existe durante os períodos eleitorais, de preferência somente no dia da eleição, como já foi dito.
Temos partidos sem participantes, onde quem manda é o cacique, o dono da legenda, o comandante que decide o rumo coletivo baseado nos seus interesses pessoais. As bandeiras, a ideologia, o programa, nesse contexto, viraram instrumentos de “marketing”, e o que se propõe para a sociedade não se exercita internamente, a isso chamamos de fraude.
Nesses últimos meses, juntos com Marina fizemos um esforço descomunal para acelerar as mudanças internas de que o PV tanto precisa, pois é inadmissível um Partido com a plataforma para o século XXI ter instrumentos internos do século passado.
Acreditávamos que poderíamos ser a ferramenta nas mãos destas novas demandas, mas infelizmente interesses menores estão à frente destes desejos. Imaginar em plena revolução digital, quando os jovens opinam sobre tudo, que os filiados do PV não têm direito a voto, é um obscurantismo total e, para piorar o quadro, aqueles que colocam a cabeça para fora e manifestam sua opinião são expurgados.
Vivemos internamente uma cultura do medo, muitos pensam e desejam essas mudanças, porém a caneta opressora silencia as vozes de muita gente que quer e sonha com um Partido mais democrático, protagonista que não fica refém de qualquer governo, que não é um satélite que gravita em torno dos grandes partidos para ter acesso aos fundos públicos. Sei que muitos continuarão lutando e respeito a estratégia adotada, pois precisamos ser compreensivos com aqueles que, criticamente, irão permanecer sonhando que o PV um dia deixe de ser uma legenda e passe a ser um Partido. Para todos estes desejo boa sorte e tenho a certeza de que no futuro estaremos juntos novamente.
Quanto aos novos caminhos, gostaria de convidar a todos que ainda acreditam em utopias para participarem deste novo movimento que emergirá deste processo. O debate permanece aberto: o código florestal, as cidades sustentáveis, o perverso sistema eleitoral, a desigualdade social, a falta de investimento em capital humano e todos os dilemas que, apesar do avanço dos últimos dezesseis anos, ainda afligem boa parte dos cidadãos brasileiros.
Nesta semana voltei a ler “Os donos do Poder”, de Raymundo Faoro e, a cada página, percebia a sua atualidade, pois em nosso País uma minoria determina as peças orçamentárias, os percentuais de corrupção que tanto assolam as licitações e colocam em funcionamento as velhas máquinas partidárias que ainda funcionam a vapor e, conscientemente, trocaram os sonhos da militância pelo “doce” sabor do capital. Todos aqueles que desejam reaproximar a vida real desse Universo paralelo em que se tornou o mundo da política com o famoso toma lá da cá, tão desideologizado, participem, embarquem nessa grande nave movida à energia solar, plugada numa organização em rede, navegando nas ondas líquidas da era digital, onde o respeito, a diversidade, a pluralidade e a generosidade são valores inegociáveis.
Novas perguntas exigem novas respostas, seguiremos com o olhar no horizonte e com o desejo voltado ao sentimento de que ainda precisamos democratizar a democracia.
Um forte abraço
Maurício Brusadin
terça-feira, 5 de julho de 2011
Carta ao Presidente Nacional do PV
Ilustre Deputado José Luiz Penna
É com pesar que nos VERDES não entendemos como o senhor não entende a importância da MARINA SILVA para nossa legenda o quanto ganhamos com sua notoriedade, simpatia e simplicidade, além é claro da sua luta por sustentabilidade e transparência, podemos dizer que o PV existiu antes e depois da Marina Silva, não sabemos que rumo o PV tomara a partir de sua saída, mais uma coisa é certa Deputado Penna, é uma grande derrota para a democracia, saímos de um Grande Partido forte e com força para para sermos PRESIDENTE para sermos considerados fracos e sem futuro.
Nobre Deputado Penna, por esta falta de dialogo e por um estatuto super ultrapassado e fora da realidade DEMOCRÁTICA BRASILEIRA, esta atitude erronia de vossa parte em não ouvir a voz dos seus VERDES DE TODO O BRASIL, que participaram da transição democrática como uma maneira de expor nossos opiniões e pedir de forma democrática ao nosso Presidente que aceite as mudanças que se faz necessária para o crescimento do PARTIDO VERDE, infelizmente uma luta perdida !!
Deveríamos sim estar fortalecidos para 2012 falando sobre nossas propostas para o futuro das nossas cidades e preparando o terreno para 2014 onde certamente venceríamos a PRESIDÊNCIA DA REPUBLICA com a MARINA SILVA, fruto este que poderia ser de todos nos inclusive do senhor colocando em evidencia a luta VERDE.
Ilustre Deputado Penna e Presidente do PARTIDO VERDE, em um singelo pedido peço que o senhor levante a bandeira Branca, sente a mesa com o Grupo de Transição e aceite de imediato as propostas que não são apenas do grupo de transição mais sim de uma fatia grande dos VERDES DE TODO O BRASIL e peça que a MARINA SILVA fique !! Porque grande partes destes VEDES DE TODO O BRASIL, são filiados, Presidentes de executivas, candidatos e pré-candidatos para 2012 e nos trabalhamos muito para a MARINA SILVA 2010 e agora é a hora dela retribuir e trabalhar para nos EM 2012.
Sendo o que tinha para o momento renovo meus votos de estimas e consideração.
Marcos Taron
Pres. PV Gramado - RS
É com pesar que nos VERDES não entendemos como o senhor não entende a importância da MARINA SILVA para nossa legenda o quanto ganhamos com sua notoriedade, simpatia e simplicidade, além é claro da sua luta por sustentabilidade e transparência, podemos dizer que o PV existiu antes e depois da Marina Silva, não sabemos que rumo o PV tomara a partir de sua saída, mais uma coisa é certa Deputado Penna, é uma grande derrota para a democracia, saímos de um Grande Partido forte e com força para para sermos PRESIDENTE para sermos considerados fracos e sem futuro.
Nobre Deputado Penna, por esta falta de dialogo e por um estatuto super ultrapassado e fora da realidade DEMOCRÁTICA BRASILEIRA, esta atitude erronia de vossa parte em não ouvir a voz dos seus VERDES DE TODO O BRASIL, que participaram da transição democrática como uma maneira de expor nossos opiniões e pedir de forma democrática ao nosso Presidente que aceite as mudanças que se faz necessária para o crescimento do PARTIDO VERDE, infelizmente uma luta perdida !!
Deveríamos sim estar fortalecidos para 2012 falando sobre nossas propostas para o futuro das nossas cidades e preparando o terreno para 2014 onde certamente venceríamos a PRESIDÊNCIA DA REPUBLICA com a MARINA SILVA, fruto este que poderia ser de todos nos inclusive do senhor colocando em evidencia a luta VERDE.
Ilustre Deputado Penna e Presidente do PARTIDO VERDE, em um singelo pedido peço que o senhor levante a bandeira Branca, sente a mesa com o Grupo de Transição e aceite de imediato as propostas que não são apenas do grupo de transição mais sim de uma fatia grande dos VERDES DE TODO O BRASIL e peça que a MARINA SILVA fique !! Porque grande partes destes VEDES DE TODO O BRASIL, são filiados, Presidentes de executivas, candidatos e pré-candidatos para 2012 e nos trabalhamos muito para a MARINA SILVA 2010 e agora é a hora dela retribuir e trabalhar para nos EM 2012.
Sendo o que tinha para o momento renovo meus votos de estimas e consideração.
Marcos Taron
Pres. PV Gramado - RS
sábado, 2 de julho de 2011
PV de Campo Bom se posiciona quanto a quantidade de candeiras na Câmara de Vereadores
PV de Campo Bom apresenta posição referente ao número de vereadores para próxima legislatura na Câmara de Vereadores de Campo Bom
A sigla se posiciona pela manutenção das atuais 10 cadeiras existentes na Câmara. A posição foi apresentada pelo presidente municipal do PV Rogério Lavarda durante audiência pública nesta sexta-feira (01-07) na Câmara de Vereadores de Campo Bom
terça-feira, 28 de junho de 2011
Chimarreando com o PV de Esteio
Concentração Verdes de Esteio Sábado para novas Filiações e preparação para grande confraternização e concentração dos Verdes do Estado para o dia 06 de Agosto em nossa cidade.
Data Sábado 2 de Julho
10 horas as 12 horas
Traga sua Cuia e venha desfrutar de um gostoso Chimarrão e conversar com os Membros do PV de Esteio
Local (Esquina Democrática em frente ao Banco do Brasil) Centro Esteio Esquina Rua Padre Felipe, com Av. presidente Vargas.
Data Sábado 2 de Julho
10 horas as 12 horas
Traga sua Cuia e venha desfrutar de um gostoso Chimarrão e conversar com os Membros do PV de Esteio
Local (Esquina Democrática em frente ao Banco do Brasil) Centro Esteio Esquina Rua Padre Felipe, com Av. presidente Vargas.
Um novo Código Florestal manchado de tinta antifurto.
Dr. Antônio Libório Philomena
APROFURG / GT PA&MA
Para o Brasil, o ano de 2011 não é o Ano Internacional das Florestas. Agrobusiness, sim, é o salvador da Pátria, e por quê não, do Mundo? Além disso, no Patropi, não existem diferenças entre FLORESTA e plantio de monoculturas exóticas (como eucaliptos) - (Deve ter origem num tipo de cartilha semelhante à do MEC, onde 10-7=4!).
No Congresso (onde 27 dos componentes tem contas à acertar com o IBAMA e 144 com o TSJ), um relator comunista, incrivelmente, defendeu, com unhas e bigode, o capitalismo na forma de agricultura industrial, onde sementes, fertilizantes, venenos, máquinas agrícolas e o mercado são, quase na totalidade, controlados por estrangeiros. Vide exemplos:
• “Dados inéditos do cadastro rural do INCRA mostram, que até 2008, haviam 4,04 milhões de hectares registrados por estrangeiros. São 34.218 imóveis concentrados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Bahia e Minas Gerais.” Revista PRODUZ (Ano VI, Nº 61, 2011. Pg 96)
• “Vamos continuar com as aquisições e os investimentos industriais no Brasil. O desenvolvimento da produção de etanol nos permite compensar integralmente a queda de nossa produção de açúcar aqui na França.” Revista Globo Rural (Philipe Duval do Grupo Tereos Internacional. Maio 2011, Nº 307. Pg 114)
A estratégia do lobby do agrobusiness era a urgência para votar, mesmo que nas sessões da Câmara, as verborréias virassem mantras como: “já foi exaustivamente discutido com a sociedade”, “todos somos ambientalistas ”, “Santa Catarina é um bom exemplo”, “Aldo Rebelo visitou todo o País e ouviu todos”, “as ONGs tem interesses estrangeiros para estagnar o Brasil”, “quem sabe preservar é o agricultor”, “compromisso com a área rural para dar segurança jurídica”, “a redenção da agricultura do Brasil”, “que em Rondônia desmatamento é mentira”, “a gente nem sabe quantas leis tem hoje”, “não tem nada que polua mais que a miséria”. Com o pequeno agricultor esvaziando o movimento, novos documentos científicos surgindo e o pescoço do Palocci a prêmio, o lobby agrobusiness estava impaciente e não queria ouvir mais nada.
Cabe registrar que naquele 25/05 às 16 h, na Câmara dos Deputados, quando foi anunciado o assassinato do casal de líderes extrativistas José Claúdio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, que defendiam a Floresta Amazônica dos madeireiros ilegais, se ouviu uma imensa vaia oriunda de criaturas que deixaram externar quem realmente eram: bestiais, que por lucros, não respeitavam nem a desgraça de outras pessoas. Naquele momento, a prova estava clara: como esperar consideração para as florestas, os rios, os morros, os banhados e os seres que lá vivem, se não há consideração com os seus semelhantes humanos?
Ao final: 410 votos a favor, 63 contra; oficializado um retrocesso digno de Terceiro Mundo, onde leis, conhecimentos acadêmicos, práticas sustentáveis e a imensa propaganda verde das companhias foram derrubadas. É doentio, mas quem derruba árvores, também derruba pessoas. Como no livro “Fahrenheit 451”, os livros de Ecologia, Hidrografia, Direito Ambiental e Conservação foram queimados.
Numa análise histórica a votação fica mais clara ainda, quando se sabe que empresas financiaram 70% da receita dos partidos (da receita de R$ 722,7 milhões obtida pelos 12 maiores partidos, R$ 507,9 milhões vieram de doações de empresas). Conforme o TSE, das 19.658 empresas doadoras, 3.996 fizeram doações irregulares. Como exemplo, só a Bunge Fertilizantes liberou R$ 2,8 milhões na última campanha, sendo que o ex-Ministro do Planejamento Martus Tavares (atualmente é Vice-Presidente de Gestão da Bunge) estava presente nas discussões do Código.
Não se pode esquecer, que a terra no Brasil teve seu preço avultado, sendo assim, iniciada uma corrida contra o tempo para a aquisição de terras. Conforme a Informa Economics houve uma alta de 9% no preço médio das terras no último bimestre de 2010, quando o hectare foi cotado em média a R$ 5.000,00 (Agronômica, pequeno município de Santa Catarina, chega a ter o hectare negociado entre R$ 70.000,00 e 100.000,00).
Com os Órgãos fiscalizadores em completo desmanche (de pessoal, equipamentos e salários) houve um aumento de até 537% no desmatamento em Mato Grosso (em relação ao mesmo período de 2010) com utilização inclusive do correntão. O quadro geral confirmou o fato de que, por conta da “possível votação do novo Código Florestal”, a turma da motoserra se aproveitou da ocasião (expectativa de anistia ao desmatamento). O IBAMA chamou todos os agentes para a Região Norte (Amazônia) do País para conter os desmatamentos.
As notícias, debates e ações são tantas, que o principal é esquecido – o custo (os passivos) que a agricultura industrial perpetua, é a diminuição do futuro com a privatização do lucro e socialização do prejuízo. O processo é conhecido e referido, inclusive, com o substantivo TRAGÉDIA em outras regiões do Mundo, onde já experimentaram esses abusos.
O Brasil, citado em todos os documentos, como um dos países mais ricos do Planeta em NATUREZA não pode cair na vala de provedor relapso (isto é, leniente, no cuidado ambiental e trabalhista para compensar a ineficiência, a falta de logística e infraestrutura) de produtos primários, in natura, sem agregados. Comportamento de neocolônia, inclusive, provendo a preços irrisórios, energia, alimentos, minerais estratégicos, fibras e água a países que são nossos concorrentes.
A nova metodologia de quantificação de sustentabilidade, desenvolvida por Rees e Wackernagel, denominada Pegada Ecológica, nos sinaliza fortemente como será o futuro. A agricultura brasileira é uma atividade, que se aproveita da situação de produção de alimentos, para estabelecer a ilegalidade (no Rio Grande do Sul, apenas 0,57% dos imóveis observam as Reservas Legais, enquanto no Brasil, a média é 9,58%, também preocupante em termos de cumprimento de leis). O Presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (FAMATO), Rui Prado, faz o canto da sereia: “Se não houver a alteração (do Código Florestal), cerca de 90% dos produtores vão ser classificados como criminosos e receberão pena por crime ambiental”. Exatamente, esta ilegalidade em massa (à luz do atual Código em vigor) é a mancha de tinta antifurto. Aquela, que o Sr. Luiz Inácio da Silva, também dissimulou ao dizer que: “Todo mundo sempre fez assim no Brasil”. Afinal, ele era “o cara”! Esta mancha mostra uma tentativa de furto, um furto do futuro de todos os brasileiros. Muito pior que furto a caixas eletrônicos de bancos, pois as consequências são maiores e se estendem a longo prazo (roubando o futuro das gerações que ainda não vieram). Quanto aos furtos de caixas eletrônicos, é sabido que para as seguradoras existe previsão de perda/furto nos bancos; e o lobby deste tipo de assaltantes, não é tão grande quanto do agrobusiness.
A proposta do novo Código Florestal amealhará 200 mil Km² de matas nativas (uma área igual ao Estado de São Paulo), mesmo que exista um passivo na ordem de 83 milhões de hectares em áreas de preservação ocupadas irregularmente – uma área quase igual ao Estado do Mato Grosso ou de um país como a Venezuela (com uma estimativa de passivo pela erosão causada nestas áreas na ordem de R$ 9,3 bilhões anuais). Segundo o documento do GT da ABC e SBPC de maio de 2011: ”Estima-se, que existam hoje no Brasil, 61 milhões de hectares de terras degradadas, que poderiam ser recuperadas e usadas na produção de alimentos”. Sugere-se que some-se a esta área os 400 mil hectares, que poderiam produzir alimentos, mas produzem fumo!
A mancha antifurto também é encontrada nos 2 bilhões de Reais, que estão parados e deveriam ser usados para cortar as emissões de 156 milhões de toneladas de CO2 do setor agropecuário até 2020. Esses recursos estão disponíveis desde setembro de 2010 no BNDES e no Banco do Brasil com juros mais baixos (5,5% ao ano com prazo de 12 anos). Como não é para comprar motosserras, ninguém usou um centavo. O agrobusiness gosta mesmo de subsídios, onde a mancha é mais difícil de se ver.
Para os gaúchos, a mancha antifurto é bem marcada, pois, não bastassem todas essas “tentativas”, a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM) e a Consultoria Céleres divulgaram, que o Rio Grande do Sul está em último lugar em rendimento entre os 17 estados produtores de soja e em 9º, no rendimento da produção de milho.
Só para lembrar, se a agricultura fosse sempre ouvida, do Século XIX até hoje manteríamos a escravatura, pois o lobby da época afirmava, que sem os escravos a nobre atividade de produzir alimentos desapareceria. Esta foi uma das razões, que levou o Brasil a ser um dos últimos países a decretar legalmente o fim da escravidão no País.
A estória se repete.
Até quando?
APROFURG / GT PA&MA
Para o Brasil, o ano de 2011 não é o Ano Internacional das Florestas. Agrobusiness, sim, é o salvador da Pátria, e por quê não, do Mundo? Além disso, no Patropi, não existem diferenças entre FLORESTA e plantio de monoculturas exóticas (como eucaliptos) - (Deve ter origem num tipo de cartilha semelhante à do MEC, onde 10-7=4!).
No Congresso (onde 27 dos componentes tem contas à acertar com o IBAMA e 144 com o TSJ), um relator comunista, incrivelmente, defendeu, com unhas e bigode, o capitalismo na forma de agricultura industrial, onde sementes, fertilizantes, venenos, máquinas agrícolas e o mercado são, quase na totalidade, controlados por estrangeiros. Vide exemplos:
• “Dados inéditos do cadastro rural do INCRA mostram, que até 2008, haviam 4,04 milhões de hectares registrados por estrangeiros. São 34.218 imóveis concentrados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Bahia e Minas Gerais.” Revista PRODUZ (Ano VI, Nº 61, 2011. Pg 96)
• “Vamos continuar com as aquisições e os investimentos industriais no Brasil. O desenvolvimento da produção de etanol nos permite compensar integralmente a queda de nossa produção de açúcar aqui na França.” Revista Globo Rural (Philipe Duval do Grupo Tereos Internacional. Maio 2011, Nº 307. Pg 114)
A estratégia do lobby do agrobusiness era a urgência para votar, mesmo que nas sessões da Câmara, as verborréias virassem mantras como: “já foi exaustivamente discutido com a sociedade”, “todos somos ambientalistas ”, “Santa Catarina é um bom exemplo”, “Aldo Rebelo visitou todo o País e ouviu todos”, “as ONGs tem interesses estrangeiros para estagnar o Brasil”, “quem sabe preservar é o agricultor”, “compromisso com a área rural para dar segurança jurídica”, “a redenção da agricultura do Brasil”, “que em Rondônia desmatamento é mentira”, “a gente nem sabe quantas leis tem hoje”, “não tem nada que polua mais que a miséria”. Com o pequeno agricultor esvaziando o movimento, novos documentos científicos surgindo e o pescoço do Palocci a prêmio, o lobby agrobusiness estava impaciente e não queria ouvir mais nada.
Cabe registrar que naquele 25/05 às 16 h, na Câmara dos Deputados, quando foi anunciado o assassinato do casal de líderes extrativistas José Claúdio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, que defendiam a Floresta Amazônica dos madeireiros ilegais, se ouviu uma imensa vaia oriunda de criaturas que deixaram externar quem realmente eram: bestiais, que por lucros, não respeitavam nem a desgraça de outras pessoas. Naquele momento, a prova estava clara: como esperar consideração para as florestas, os rios, os morros, os banhados e os seres que lá vivem, se não há consideração com os seus semelhantes humanos?
Ao final: 410 votos a favor, 63 contra; oficializado um retrocesso digno de Terceiro Mundo, onde leis, conhecimentos acadêmicos, práticas sustentáveis e a imensa propaganda verde das companhias foram derrubadas. É doentio, mas quem derruba árvores, também derruba pessoas. Como no livro “Fahrenheit 451”, os livros de Ecologia, Hidrografia, Direito Ambiental e Conservação foram queimados.
Numa análise histórica a votação fica mais clara ainda, quando se sabe que empresas financiaram 70% da receita dos partidos (da receita de R$ 722,7 milhões obtida pelos 12 maiores partidos, R$ 507,9 milhões vieram de doações de empresas). Conforme o TSE, das 19.658 empresas doadoras, 3.996 fizeram doações irregulares. Como exemplo, só a Bunge Fertilizantes liberou R$ 2,8 milhões na última campanha, sendo que o ex-Ministro do Planejamento Martus Tavares (atualmente é Vice-Presidente de Gestão da Bunge) estava presente nas discussões do Código.
Não se pode esquecer, que a terra no Brasil teve seu preço avultado, sendo assim, iniciada uma corrida contra o tempo para a aquisição de terras. Conforme a Informa Economics houve uma alta de 9% no preço médio das terras no último bimestre de 2010, quando o hectare foi cotado em média a R$ 5.000,00 (Agronômica, pequeno município de Santa Catarina, chega a ter o hectare negociado entre R$ 70.000,00 e 100.000,00).
Com os Órgãos fiscalizadores em completo desmanche (de pessoal, equipamentos e salários) houve um aumento de até 537% no desmatamento em Mato Grosso (em relação ao mesmo período de 2010) com utilização inclusive do correntão. O quadro geral confirmou o fato de que, por conta da “possível votação do novo Código Florestal”, a turma da motoserra se aproveitou da ocasião (expectativa de anistia ao desmatamento). O IBAMA chamou todos os agentes para a Região Norte (Amazônia) do País para conter os desmatamentos.
As notícias, debates e ações são tantas, que o principal é esquecido – o custo (os passivos) que a agricultura industrial perpetua, é a diminuição do futuro com a privatização do lucro e socialização do prejuízo. O processo é conhecido e referido, inclusive, com o substantivo TRAGÉDIA em outras regiões do Mundo, onde já experimentaram esses abusos.
O Brasil, citado em todos os documentos, como um dos países mais ricos do Planeta em NATUREZA não pode cair na vala de provedor relapso (isto é, leniente, no cuidado ambiental e trabalhista para compensar a ineficiência, a falta de logística e infraestrutura) de produtos primários, in natura, sem agregados. Comportamento de neocolônia, inclusive, provendo a preços irrisórios, energia, alimentos, minerais estratégicos, fibras e água a países que são nossos concorrentes.
A nova metodologia de quantificação de sustentabilidade, desenvolvida por Rees e Wackernagel, denominada Pegada Ecológica, nos sinaliza fortemente como será o futuro. A agricultura brasileira é uma atividade, que se aproveita da situação de produção de alimentos, para estabelecer a ilegalidade (no Rio Grande do Sul, apenas 0,57% dos imóveis observam as Reservas Legais, enquanto no Brasil, a média é 9,58%, também preocupante em termos de cumprimento de leis). O Presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (FAMATO), Rui Prado, faz o canto da sereia: “Se não houver a alteração (do Código Florestal), cerca de 90% dos produtores vão ser classificados como criminosos e receberão pena por crime ambiental”. Exatamente, esta ilegalidade em massa (à luz do atual Código em vigor) é a mancha de tinta antifurto. Aquela, que o Sr. Luiz Inácio da Silva, também dissimulou ao dizer que: “Todo mundo sempre fez assim no Brasil”. Afinal, ele era “o cara”! Esta mancha mostra uma tentativa de furto, um furto do futuro de todos os brasileiros. Muito pior que furto a caixas eletrônicos de bancos, pois as consequências são maiores e se estendem a longo prazo (roubando o futuro das gerações que ainda não vieram). Quanto aos furtos de caixas eletrônicos, é sabido que para as seguradoras existe previsão de perda/furto nos bancos; e o lobby deste tipo de assaltantes, não é tão grande quanto do agrobusiness.
A proposta do novo Código Florestal amealhará 200 mil Km² de matas nativas (uma área igual ao Estado de São Paulo), mesmo que exista um passivo na ordem de 83 milhões de hectares em áreas de preservação ocupadas irregularmente – uma área quase igual ao Estado do Mato Grosso ou de um país como a Venezuela (com uma estimativa de passivo pela erosão causada nestas áreas na ordem de R$ 9,3 bilhões anuais). Segundo o documento do GT da ABC e SBPC de maio de 2011: ”Estima-se, que existam hoje no Brasil, 61 milhões de hectares de terras degradadas, que poderiam ser recuperadas e usadas na produção de alimentos”. Sugere-se que some-se a esta área os 400 mil hectares, que poderiam produzir alimentos, mas produzem fumo!
A mancha antifurto também é encontrada nos 2 bilhões de Reais, que estão parados e deveriam ser usados para cortar as emissões de 156 milhões de toneladas de CO2 do setor agropecuário até 2020. Esses recursos estão disponíveis desde setembro de 2010 no BNDES e no Banco do Brasil com juros mais baixos (5,5% ao ano com prazo de 12 anos). Como não é para comprar motosserras, ninguém usou um centavo. O agrobusiness gosta mesmo de subsídios, onde a mancha é mais difícil de se ver.
Para os gaúchos, a mancha antifurto é bem marcada, pois, não bastassem todas essas “tentativas”, a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM) e a Consultoria Céleres divulgaram, que o Rio Grande do Sul está em último lugar em rendimento entre os 17 estados produtores de soja e em 9º, no rendimento da produção de milho.
Só para lembrar, se a agricultura fosse sempre ouvida, do Século XIX até hoje manteríamos a escravatura, pois o lobby da época afirmava, que sem os escravos a nobre atividade de produzir alimentos desapareceria. Esta foi uma das razões, que levou o Brasil a ser um dos últimos países a decretar legalmente o fim da escravidão no País.
A estória se repete.
Até quando?
domingo, 26 de junho de 2011
PV de Sapucaia reúne pre-candidatos em almoço
A Carreata realizada neste domingo dia 26/06/2011 as 10:00 horas com saída da Av.: Leônidas de Souza, em frente a Estação Luiz Pasteur ao lado da Recrosul, com um trajeto de 19 Km com término no Bairro Vila Feliz no Horto Florestal, após foi realizado um almoço com Churrasco e saladas variadas, o evento reuniu mais de uma cento e vinte filiados, adeptos e admiradores do Partido, que unidos desfilaram organizados pelas ruas e avenidas de Sapucaia do Sul na fria manhã de domingo. O objetivo do evento segundo seus organizadores é demonstrar que o Partido está criando forças através da competência do grupo e trabalho para realização em eventos e demonstração dos propósitos deste grupo para os próximos anos.
O almoço reuniu os membros da executiva, filiados, admiradores e convidados que fizeram uma verdadeira festa, com churrascada, buffet, discurso, cantoria, trova e apresentação dos inscritos pré- candidatos do Partido Verde. A força Jovem se demonstrou presente e com garra, assim como a liderança mais antiga do partido.A força feminina também deu uma verdadeira lição de união pelos seus propósitos.
Organizado pela Executiva do PV Sapucaia
Presidente João Camargo do Nascimento
Vice Jose Alirio Silveira
1º Secret. Finanças Osmar Luiz veek
1º Secret. Jovem Volmar Hufmann
1ªSecretária Chica
Presentes também os membros da executiva de Esteio
sexta-feira, 24 de junho de 2011
PV de Sapucaia do Sul Promove Carreata
A Carreata será realizada no Domingo dia 26/06/2011 as 10:00 horas com saída da Av: Leônidas de Souza, em frente a Estação Luiz Pasteur ao lado da Recrosul, será um trajeto de 19 Km com término no Bairro Vila Feliz no Horto Florestal, após teremos um almoço com Churrasco e saladas variadas, no valor de R$ 10,00 por pessoa na Sede Campestre.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Partido Verde de Arroio do Sal teve espaço negado na Câmara de Vereadores
O PV de Arrio do Sal teve espaço na Câmara de Vereadores negado, então foi a rádio comunitaria e fez o seguinte pronunciamento a comunidade no nome de seu presidente Márcio Santos;O Partido Verde de Arroio do Sal quer cumprir com o seu papel junto a comunidade arroiosalense na construcão de um modelo de gestão ética, transparente, e sustentável e desde já como sempre foi,que a camara municipal cumpra sempre o seu papel constitucional e legal de fiscalizador do poder executivo municipal e guardião do estado de direito e democrático, bem como o Ministério Público na condicão de guardião da lei, do interesse da coletividade e do erário público.O Partido Verde vem de imediato propor aos vereadores que lutem mais em favor do povo de Arroio do Sal. daqueles cidadãos comuns dos balneários, do centro, enfim de todos cidadaos em favor de seus direitos,que alias sao seus eleitores,no IPTU mais barato,num transporte coletivo mais àgil, em uma saúde melhor, em projetos sustentáveis para a comunidade, sempre fazendo política social, para o povo e nao politicagem.nunca em hipotese alguma esquecendo que foi este mesmo povo que os colocou no poder, na Câmara e o mais importante disto tudo, e este povo que paga os seus salários com seus impostos.O Partido Verde quer ajudar com projetos no ecoturismo e no turismo cultural, explorando nossas belas praias, nossas lindas paisagens dos nossos campos e também apoiando as nossas tradiçoes gaúchas que aqui temos fortes raízes.Resumindo o Partido Verde veio para Arroio do Sal para ser mais um na defesa do meio hambiente,da natureza e principalmente do povo de Arroio do Sal.
domingo, 19 de junho de 2011
PV de Imbé com pré-candidato a prefeito
O Partido Verde de Imbé, está liderando um bloco de oposição ao atual governo municipal, juntamente com o PCdoB, PR, PT, e PPS. O PV de Imbé, deve lançar candidato ao executivo municipal, e o nome do ex- Secretário Municipal de Planejamento e Meio Ambiente e Presidente da Comissão Provisória do PV, Osmar Júnior, deve ser lançado nas próximas semanas.
Dedo do PV no apoio a pequenos produtores rurais
Prefeita se nega a respeitar Lei Municipal
A Prefeita de Ivoti,Maria de Lurdes Bauermann, do PP, se nega a respeitar lei aprovada pela Câmara Municipal. A Prefeita, através do seu departamento jurídico, entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade no Ministério Público do Rio Grande do Sul objetivando a retirada do ordenamento jurídico do parágrafo 4º do artigo 38 da Lei n.º 2.582/2010 do Município de Ivoti. Segundo a prefeita , o dispositivo evidencia violação aos artigos 1º e 8º da Constituição Estadual, por não observância ao sistema tributário insculpido na regra do artigo 140 da Carta da Província. Maria de Lurdes alega que o Poder Legislativo do seu Município ultrapassou seus limites de competência tributária, na medida em que criou hipótese de não incidência do Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana .// O parecer da PROCURDORIA:PARECER PELA REJEIÇÃO DA PRELIMINAR ARGUIDA PELO ESTADO E, NO MÉRITO, PELA IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO.///
Ressalta-se que no dia da votação da emenda à lei municipal, os produtores rurais lotaram o plenário da Câmara, mostrando força na luta pela justiça. Justamente em época de cobrança do imposto, é de suma importância alertar os produtores rurais de IVOTI :
QUEM PAGA ITR NÃO PAGA IPTU
Cristine Martina Koch - Jornalista
A Prefeita de Ivoti,Maria de Lurdes Bauermann, do PP, se nega a respeitar lei aprovada pela Câmara Municipal. A Prefeita, através do seu departamento jurídico, entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade no Ministério Público do Rio Grande do Sul objetivando a retirada do ordenamento jurídico do parágrafo 4º do artigo 38 da Lei n.º 2.582/2010 do Município de Ivoti. Segundo a prefeita , o dispositivo evidencia violação aos artigos 1º e 8º da Constituição Estadual, por não observância ao sistema tributário insculpido na regra do artigo 140 da Carta da Província. Maria de Lurdes alega que o Poder Legislativo do seu Município ultrapassou seus limites de competência tributária, na medida em que criou hipótese de não incidência do Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana .// O parecer da PROCURDORIA:PARECER PELA REJEIÇÃO DA PRELIMINAR ARGUIDA PELO ESTADO E, NO MÉRITO, PELA IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO.///
Ressalta-se que no dia da votação da emenda à lei municipal, os produtores rurais lotaram o plenário da Câmara, mostrando força na luta pela justiça. Justamente em época de cobrança do imposto, é de suma importância alertar os produtores rurais de IVOTI :
QUEM PAGA ITR NÃO PAGA IPTU
Cristine Martina Koch - Jornalista
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Opinião pública em disputa
Pesquisa de opinião pública, neste início de junho, indica que 80 % dos brasileiros estariam contra as alterações que os Deputados Federais propuseram na votação sobre o Código Florestal. O resultado dessa pesquisa é um fato surpreendente, diante do grande assédio aos pequenos agricultores, aos prefeitos do interior e de todas as matérias na grande mídia falando da “necessidade” de rever tal código, sob risco de “falência” da agricultura.
Os cientistas e os técnicos em extensão rural (quer dizer, que trabalham em funções de assessoria técnica aos agricultores), na sua grande maioria, contestam a tese de que o Código Florestal precisaria ser modificado para não levar à “falência” do campo e dos municípios do interior. Sustentam o contrário, que a falta de cuidados ambientais é que resultaria em esgotamento de recursos logo adiante (como já ocorreu em algumas regiões rurais da China, por exemplo). Aliás, os pequenos agricultores sempre tiveram um tratamento diferenciado nessa questão, mesmo os defensores das leis contra o desmatamento aceitam regras mais flexíveis para os pequenos. Eles são alvo, na verdade, de uma disputa pelo seu apoio – que é parte da disputa de “imagem” das teses defendidas junto ao público em geral.
A luta pela opinião pública é fundamental em qualquer assunto que mexa com os interesses das pessoas. Dizem generais americanos, por exemplo, que foi aí que os Estados Unidos perderam a guerra do Vietnã, pois não conseguiram conquistar os “corações e mentes” das pessoas. A analogia serve para esse caso, pois o debate sobre a produtividade agrícola se tornou uma verdadeira “guerra” no nosso país.
Rica em contradições, aliás, como toda guerra. O senador Blairo Maggi, também ex-governador (MT) e conhecido latifundiário (ao qual já foi atribuído o título de “motosserra de ouro”), diz agora (em entrevista à Folha de S.Paulo) que o texto do Código Florestal aprovado pela Câmara Federal concede “anistia ampla, geral e irrestrita” a desmatadores e precisa ser alterado pelo Senado. Em contraste, a nova ministra Gleisi Hoffmann, recém indicada, precisa ser “enquadrada” por Dilma por já ter defendido publicamente posição contrária à da Presidenta.
Quem mensurar os espaços de mídia na defesa das duas teses em guerra – a de “mais áreas para agricultura” versus a de “melhor aproveitamento destas áreas” – pode constatar os generosos espaços para a tese do relator Aldo Rebelo, que chegou a ser premiado por ruralistas com o título de “Ambientalista de Ouro”. Disputa de palavras, tentativa de “marketing político”, é claro, como se fosse tão simples impingir algo à opinião pública, atribuindo um título a alguém, que contradiz suas ações. Como se vê pela pesquisa de opinião pública, não “colou”.
Montserrat Martins
Os cientistas e os técnicos em extensão rural (quer dizer, que trabalham em funções de assessoria técnica aos agricultores), na sua grande maioria, contestam a tese de que o Código Florestal precisaria ser modificado para não levar à “falência” do campo e dos municípios do interior. Sustentam o contrário, que a falta de cuidados ambientais é que resultaria em esgotamento de recursos logo adiante (como já ocorreu em algumas regiões rurais da China, por exemplo). Aliás, os pequenos agricultores sempre tiveram um tratamento diferenciado nessa questão, mesmo os defensores das leis contra o desmatamento aceitam regras mais flexíveis para os pequenos. Eles são alvo, na verdade, de uma disputa pelo seu apoio – que é parte da disputa de “imagem” das teses defendidas junto ao público em geral.
A luta pela opinião pública é fundamental em qualquer assunto que mexa com os interesses das pessoas. Dizem generais americanos, por exemplo, que foi aí que os Estados Unidos perderam a guerra do Vietnã, pois não conseguiram conquistar os “corações e mentes” das pessoas. A analogia serve para esse caso, pois o debate sobre a produtividade agrícola se tornou uma verdadeira “guerra” no nosso país.
Rica em contradições, aliás, como toda guerra. O senador Blairo Maggi, também ex-governador (MT) e conhecido latifundiário (ao qual já foi atribuído o título de “motosserra de ouro”), diz agora (em entrevista à Folha de S.Paulo) que o texto do Código Florestal aprovado pela Câmara Federal concede “anistia ampla, geral e irrestrita” a desmatadores e precisa ser alterado pelo Senado. Em contraste, a nova ministra Gleisi Hoffmann, recém indicada, precisa ser “enquadrada” por Dilma por já ter defendido publicamente posição contrária à da Presidenta.
Quem mensurar os espaços de mídia na defesa das duas teses em guerra – a de “mais áreas para agricultura” versus a de “melhor aproveitamento destas áreas” – pode constatar os generosos espaços para a tese do relator Aldo Rebelo, que chegou a ser premiado por ruralistas com o título de “Ambientalista de Ouro”. Disputa de palavras, tentativa de “marketing político”, é claro, como se fosse tão simples impingir algo à opinião pública, atribuindo um título a alguém, que contradiz suas ações. Como se vê pela pesquisa de opinião pública, não “colou”.
Montserrat Martins
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Conclamação aos nosso parlamentares!
O que falar sobre impostos no Brasil? Que são abusivos? Não. Isto já está batido! Que se gasta em torno de 5 meses ao ano para quitar o total de impostos do Estado do Brasil? Também não! Isto todos já sabem idem.
A imprensa já divulgou várias vezes, cumprindo com o seu papel. Mas nem precisava. O cidadão, o trabalhador, enfim, o povo sente no bolso, sempre! Então, o que dizer sobre impostos? Bem, eu tenho uma convicção, e ela se centra numa só palavra: reação! Da sociedade e, principalmente, dos nossos representantes!
Porque não adianta protestar ou denunciar. São parcos os resultados práticos. Eu quero fazer diferente, eu quero é propor! Propor aos representantes que reajam em favor do povo, do cidadão comum, em favor de seus eleitores! Que enfrentem o desafio: o de defender os interesses dos cidadãos que representam (e que, aliás, pagam os seus salários).
Não é possível que eles não achem caro o preço da gasolina. Não consigo imaginar que algum vereador ou deputado suba a tribuna para elogiar esse preço ou para defender o aumento da carga tributária. Isto é inconcebível até mesmo para a imaginação de cada um de nós, seus eleitores.
Não bastasse o valor absurdo da gasolina, de Seguro Obrigatório, do IPVA que nunca vai para as estradas e o constitucionalmente discutível pedágio; não bastasse todos os juros abusivos nos financiamentos, agora querem impor uma neurótica inspeção veicular! Sob o sofisma patético de reduzir a poluição sonora e de gases. Ora, por favor! Chega de subestimar a nossa inteligência! Isto não resolverá questões estruturais de transporte e trânsito no Rio Grande do Sul. Não melhorará a logística, não duplicará estradas, não desafogará o trânsito caótico das cidades. Só aumentará a arrecadação do governo, sem retorno objetivo nenhum para a sociedade.
Se o que desejam é melhorar as finanças do Estado, que reduzam custos! Que diminuam secretarias e cargos de confiança, que só aumentam a cada governo! Se o que desejam é a diminuição da poluição, que não aviltem o já onerado cidadão!
Chega! Precisamos dar um basta nessa acomodação. Eu quero é conclamar nossos atuais representantes a, verdadeiramente, lutarem e defenderem os interesses daqueles a quem devem representar. Que eles gritem e esbravejem nas suas respectivas tribunas: chega de mais imposto$!
Se vossas excelências não sabem os interesses de quem representam, eu os ajudo a lembrar: são os interesses do povo! Eu e mais de 190 mil rio-grandinos e mais de 12 milhões de rio-grandenses aguardamos os resultados do vosso trabalho, sem esquecerem que foi o povo que lhes concedeu esse mandato e sem esquecerem de que a força do povo está nas urnas. Portanto, senhores legisladores, cumpram com a obrigação que lhes foi oportunizada pelo povo e nos defendam! Está lançado o desafio. Muito obrigado.
Matheus Duarte*
*Advogado rio-grandino
A imprensa já divulgou várias vezes, cumprindo com o seu papel. Mas nem precisava. O cidadão, o trabalhador, enfim, o povo sente no bolso, sempre! Então, o que dizer sobre impostos? Bem, eu tenho uma convicção, e ela se centra numa só palavra: reação! Da sociedade e, principalmente, dos nossos representantes!
Porque não adianta protestar ou denunciar. São parcos os resultados práticos. Eu quero fazer diferente, eu quero é propor! Propor aos representantes que reajam em favor do povo, do cidadão comum, em favor de seus eleitores! Que enfrentem o desafio: o de defender os interesses dos cidadãos que representam (e que, aliás, pagam os seus salários).
Não é possível que eles não achem caro o preço da gasolina. Não consigo imaginar que algum vereador ou deputado suba a tribuna para elogiar esse preço ou para defender o aumento da carga tributária. Isto é inconcebível até mesmo para a imaginação de cada um de nós, seus eleitores.
Não bastasse o valor absurdo da gasolina, de Seguro Obrigatório, do IPVA que nunca vai para as estradas e o constitucionalmente discutível pedágio; não bastasse todos os juros abusivos nos financiamentos, agora querem impor uma neurótica inspeção veicular! Sob o sofisma patético de reduzir a poluição sonora e de gases. Ora, por favor! Chega de subestimar a nossa inteligência! Isto não resolverá questões estruturais de transporte e trânsito no Rio Grande do Sul. Não melhorará a logística, não duplicará estradas, não desafogará o trânsito caótico das cidades. Só aumentará a arrecadação do governo, sem retorno objetivo nenhum para a sociedade.
Se o que desejam é melhorar as finanças do Estado, que reduzam custos! Que diminuam secretarias e cargos de confiança, que só aumentam a cada governo! Se o que desejam é a diminuição da poluição, que não aviltem o já onerado cidadão!
Chega! Precisamos dar um basta nessa acomodação. Eu quero é conclamar nossos atuais representantes a, verdadeiramente, lutarem e defenderem os interesses daqueles a quem devem representar. Que eles gritem e esbravejem nas suas respectivas tribunas: chega de mais imposto$!
Se vossas excelências não sabem os interesses de quem representam, eu os ajudo a lembrar: são os interesses do povo! Eu e mais de 190 mil rio-grandinos e mais de 12 milhões de rio-grandenses aguardamos os resultados do vosso trabalho, sem esquecerem que foi o povo que lhes concedeu esse mandato e sem esquecerem de que a força do povo está nas urnas. Portanto, senhores legisladores, cumpram com a obrigação que lhes foi oportunizada pelo povo e nos defendam! Está lançado o desafio. Muito obrigado.
Matheus Duarte*
*Advogado rio-grandino
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